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Dia 12 – 238U

Um televisor ligado em qualquer coisa – sinal algum vem pra cá, de qualquer forma. Uma conversa automática, estática, sobre qualquer coisa – conversar com enfermos não é um diodo terápico.

A dança sai do país, ou não sei, ou é sobre o rio, ou é doze anos mais velha, ou é quem se pensou que fosse, ou é italiana, ou quem nunca tenha sido na estação de tratamento d’água.

Um velho novo. Um curto-circuito. Vai pra todas as direções, não se joga, não se dissolve.

Em três atos, o juiz sela o acordo. Um seguro, um enforcado – e não era eu.

Monopolo, passei do outro lado da esquina. Contemplei pela última vez, por final, quase indo embora, mesmo sem que as pernas nem os braços soubessem. Só eu sabia naquela esquina.

A questão não é se a bomba atômica irá explodir, mas quando. Quando irá explodir? Quando tudo partirá sobre si próprio – o tudo – em pedaços? Quando tudo será esmirilhado? Qual será o próximo prédio?

Os rios já são sujos. O ar já é contaminado pelas chaminés que disfarçam mas não evitam. Todos já tem suas doenças instaladas, mesmo que não se manifestem tão já.

Um jornal se mostra aberto num gráfico que não vale mais. Por que haveria de haver? Não preciso das novidades do mundo. Não haverá mundo em muito pouco tempo, e o que restou do antigo somos nós todos trancafiados em quartos infectados, sem conseguir fugir, sem conseguir olhar pra fora porque há apenas gelo e usinas prestes a explodirem.

Ataduras cheias de pus ardendo contra o chão para limparem vômito. É tudo da mesma matéria, é tudo podre, é tudo sem volta. Sai das feridas, sai dos corpos, sai das torneiras, vaza do chão, do teto, das camas, o encanamento não funciona, nada é nada.

No ritual da mesa redonda, todos eles voltam e me abrem os olhos. Há muito que se ver, mesmo que me custe a respiração. As portas se fecham e depois caem. As visões não se apagam. As letras abstratas são atemporais – são agulhas de uma injeção necessária.

Meus delírios tem ficado menos frequentes. A raíz quadrada, a marionete, não sei o que é pesadelo, o que é verdade, eu não tenho minha arma.

Quando uma bomba atômica explode, não há muito o que fazer. Não há o que ler, não há o que pensar. A gente só corre.

A gente só corre e não olha. A gente não quer ficar cego.

Nosso corpo se desprende em cada pedaço indivisível. Tudo se vai, toda a realidade, e algo deve ser construído quando o mundo continua.

Não sei por qual porta correr. Todas estão trancadas, todas estão travadas.

Estamos todos presos.

A bomba não tardará a explodir.

Dia 05 – Agonia

Os gritos continuam do outro lado da parede. Eu não consigo alcançar, eu não consigo ver, eu não consigo curar.

Alguém não consegue respirar, não consegue se mover, mas tem o dom de estar acordado para sentir cada pedaço de toda a dor.

Os gritos não param. Os gritos não me deixam dormir. Tudo me leva a crer que não é minha voz que ouço por todas essas noites.

Não pode ser minha voz. Não sou eu quem está gritando. Não sou eu quem pode estar gritando.

Dia 03 – Culpa

Eu poderia muito bem ter salvo muitos deles. Eu poderia ter recalculado algumas das doses, e talvez sobrasse uma ou outra gota para uma artéria nova conseguir sobreviver por mais alguns minutos.

O desespero ao ver uma cabeça sendo afogada pelos próprios fluidos me fez sentir compaixão. Eu não deveria…

Eu também poderia ter mentido, para aliviar a sombria certeza do fim da estrada, e para disfarçar o muro de pedra que aguarda os olhos a quinhentos mil quilômetros por hora.

Eu fui a cafeína servida pelas entidades mais malévolas de todas as crenças.

Eu poderia ter desligado as válvulas enquanto era tempo, enquanto eles dormiam, e assim eles todos cairiam dentro do abismo dos sonhos mais sinceros… Mas não o fiz. Esperei que estivessem tão acordados quanto uma criança após beber duas xícaras de café e comer algumas barras bem doces de chocolate numa manhã ensolarada, e, então, contei toda a verdade.

Apaguei o sol que refletia na colina da ilusão, queimei os matos e os arbustos que traziam frutas, sequei todos os rios e todos os lagos e mostrei os peixes que agora já não serviam mais para alimentar sequer o mais faminto dos seres que vivem.

Trouxe a todos os escravos do fim do mundo a dose derradeira. Destruí todas as esperanças e terminei a parte boa daquilo que restava dentro dos circuitos cerebrais de cada um deles.

Eu falhei miseravelmente.

Dia 02 – Tela Cinza

Eu não sei de quem é o grito. Eu não sei de onde vem o grito. Eu apenas escuto, mesmo sem saber se é real. O desespero flui como fosse parte do ar que apenas adia, sem nunca trazer, o fim de tudo. As serpentinas e os tubos enferrujados se misturam com o sangue que vaza das paredes e dos enfermos.

As salas, mesmo mortas, ainda deixam o resto de sofrimento. É como um calor residual ao se resfriar um conjunto de células nucleares de combustível. A radiação de Cherenkov é a súplica ajoelhada da realidade em tortura que se esquece de descolar da própria face rígida pelos nervos desativados da lamúria.

No quarto, alguns já são apenas cadáveres. Os que ainda vivem não conseguem dizer, não conseguem comer, não conseguem beber, não conseguem pensar. Grunhem, como criaturas numa floresta de qualquer tipo de inferno escuro. Rastejam sobre si próprios, como fossem vermes – mas são demasiadamente humanos.

Os cadáveres e os vermes são todos demasiadamente humanos.

Prólogo Voynich – Hospital

A medida mais precisa é também a que mais angustia. O tempo corre entre os prédios e distorce até o mais sólido dos contornos, enquanto os giros amortecem a sensação do corpo consciente que questiona o porquê dos túneis tão velhos ainda existirem.

Levanta-se, das grades de um pesadelo, a escadaria para o lado avesso da parede desconstruída. Uma janela onde antes havia tijolo – um mundo inteiro afinado em outros tons.

Tentei olhar ao lado de fora, mas não havia mais o que olhar. A cidade toda desapareceu, em poucas horas. Os que conversam comigo nada são senão mortos. Todos nós estamos dizimados a derreter, a nos vermos em formas podres, caindo aos pedaços pelos chãos, arrastando-nos entre as grades… Não há o que fazer. Respiramos o ar venenoso da fissão dos átomos.

Estamos mortos.

Antes que minha face se desprenda de meu crânio, quero me lembrar de como sou. Quero me lembrar de como é cada fio de cabelo, quero me lembrar de cada arranhão e cada dor, antes que todas elas se juntem numa somatória do purgatório. Um pouco antes do fim, quero conseguir ler – se ainda meus olhos estiverem em suas órbitas – sobre um pouco desse tempo de ontem. Eu mesmo amanhã não vou ser nada senão uma massa em decomposição acelerada. Um monstro.

Os pacientes, todos, também estão mortos. Alguns foram poupados de saber. Outros já tem a certeza – mesmo que nada lhes tivesse sido dito.

Há, neste complexo, cerca de cento e trinta leitos, divididos em sete quartos. É uma matemática absurda, mas os quartos são suficientemente grandes. Há mais de um mês o cheiro de vômito ficou impregnado até nos salões mais limpos. Talvez o vômito tenha entrado em mim, de alguma forma. Talvez os insetos sejam uma alucinação do meu asco. Talvez as paredes grossas que se esfarelam há tanto sejam apenas uma metáfora das minhas vistas…

Os pacientes são como iscas de eletrodos. As máquinas, as bobinas, os motores passam por pescoços, e por pés, e por fluidos, e por infecções e por ninhos de baratas, e entram nas paredes, e saem pelas janelas… O cheiro do metal enferrujado se mistura com o cheiro da doença, com o cheiro do câncer, com o cheiro da ferida que não cicatriza, com o cheiro das tripas que se enojaram do corpo que habitavam e foram expulsas por si próprias em frente a todos os outros em meio a uma tarde ensolarada quando ainda havia Sol…

Um giz, ataduras, álcool, óleo e um pouco de luz carbônica tentam, em vão, distrair-me nessa longa noite que se aproxima, mesmo que ainda sejam três da tarde.

Não há luz além da lamparina. Uma nuvem se estendeu pouco depois de todos fugirem. Uma sirene gritou por metade de um dia, antes de ser jogada apenas aos ecos. É como se tudo houvesse se transformado de repente – uma parte de mim viu o que aconteceu; outra parte tem certeza que tudo foi uma alegoria.

Rádios não funcionam. Diálogos não se encaixam. Há apenas nós, mortos, e os insetos que haverão de sair das tocas quando todos dormirmos distorcidos, derretidos.

Antes que eu me cegue, quero me lembrar de como eu era ontem.

- L. Grlnd; PRYPIAT, 9-13/Sh

Uma nova paleta se estende quando a luz lapida o mundo. Cada espaço conhecido se torna um fractal novo. Tudo – um grito.

3/3 Unexpected Dançarina Turnpike

Ela aparece toda noite rastejando pelas paredes do lugar comum, mas não tenho culpa. Sempre acabo escrevendo sobre o mesmo pronome, é maior que meu controle. Posso estar tão errado sendo tão recursivo?

O fato é que toda noite ela aparece de novo embaixo d’outra roupa; cada vez menos. Vejo-a em músicas que nunca fiz questão de conhecer, mas que admiro pela genialidade de cada movimento, enquanto ela dança bem à minha direita, como se eu soubesse que tudo é um jogo, e como se ela gostasse de saber de minha ciência de tanta decepção programada matematicamente.

Ela sabe, eu sei, todos sabem; tudo é de todos, tudo é tudo, é todo, deixo por um compasso ou dois meu egoísmo numa quina de gesso, maluca, de conceitos rabiscados; ela ri, enquanto eu também continuo rindo, satisfeito por caminhar de novo contra o abismo da imaginação e de tudo o que acho louvável e concreto. A carta zero me foi mostrada por uma fração de segundo – uma fração suficientemente pequena.

Dei a ela um pedaço criptografado de mim, que não pode ser lido por olhos que dominam a linguagem, nem podem ser ouvidos por orelhas que dominam a música. Avesso ao plano coordenado do comportamento. Sincero na ciência do erro. Algo que não consigo encontrar em outro lugar senão em mim mesmo. Um erro minuciosamente planejado.

Um erro matematicamente coerente.

E toda vez ela rasteja outra vez e me aparece, perto do espelho, dizendo de minhas virtudes e de meus fracassos, sadicamente, e eu não posso fazer nada, senão contemplar e ficar cada vez mais bêbado dom a realidade, mesmo sentindo as bordas ásperas e gostando de ser arranhado pelos muros ao tentar enxergar o que há por cima do concreto.

Converso com fantasmas, sem notar que a conversa é comigo mesmo e que as imagens são criadas por detrás dos olhos enquanto as ramificações se espalham e se encontram com o vírus da garganta.

As letras ficam cada vez mais embaraçadas e as músicas mais descompassadas, mas ainda adoro vê-la dançando tão perto de mim mesmo que eu não possa escolher as músicas de todos os dias como sempre escrevi nas linhas das mãos de areia da ilusionista do caos.

…Ela se contorce sozinha e eu não faço nada, não por não querer, mas por ter o pensamento. O pensamento pesa numa inclinação íngreme bem polida, assim como as dificuldades de escrever palavras simples. Estou bêbado enquanto ela dança. Converso, e não é com ela.

Não me lembrarei das conversas, mesmo sabendo que a amnésia é iminente.

Tudo que fazemos é esquecido no outro dia, e disso minha memória também haverá de me lembrar, por cima das curvas e a contração do espaço, assim como o cheiro, as formas e os sons e o tempo e o eco.

Estou bêbado, e ela é fantástica enquanto dança tão perto.

- Mr. Young T. Fawkes; Castela Hills, 2112

Abscissa

Não há pra onde correr. A cidade dos sonhos fica cercada por paredes sujas, rabiscadas, arranhadas, de conexão falha, tortuosas – não por estética, mas por erro.

Existem diferenças gritantes entre curvas tortas estéticas e curvas tortas por erro.

A dúvida cresce como árvore que sai da terra do dia para a noite – aonde eles números todos chegam, e por que deveriam chegar a algum lugar? Por que eu tenho de saber aonde chegam? E se eu não souber os números, serei proibido de ter idéias?

Minhas garrafas estão todas vazias, como se pudessem matar minha sede com tanto espaço sem nada. Nem podem matar minha sede nem me deixar bêbado – mas agora já não consigo sentir fome nem sede nem vontade. Dos números, surge a embriaguez; da embriaguez surge incerteza; da incerteza cresce o inferno das paredes.

E as paredes, que parecem proteger à noite, agora servem tão somente para prender num lugar sujo e empoeirado que creio ser o universo. Por fora há sujeira, por dentro há poeira. Por todos os lados, cada canto, cada teia de aranha radioativa, cada livro, cada página… Parece tudo se tratar de uma mentira bem formulada, uma máquina de tortura especialmente projetada para desprezar as carências físicas e experimentar as reações psicológicas humanas tão frágeis.

Existem vezes onde as paredes são apenas paredes. Eu quero gritar, mas não para ouvir meu eco. Às vezes eu tenho medo do meu eco – ele pode me dizer coisas que não quero ouvir.

Mas, quando as máscaras rastejam para baixo do travesseiro, e quando chove por dentro num dia sem qualquer nuvem, o eco fica exatamente como está.

O eco ri, em silêncio, por dentro da gaveta.

- XSINNERX; PRYPIAT, 0105 1889

In Natura

O hospital, velho, sempre apontando e mirando o horizonte. Paredes derrubadas, leitos abandonados, uma carta qualquer jogada queimada apodrecida. Uma legenda, apenas, sem remetente ou destinatário. Parecia mais parte de um diário sonoro. É uma pena, de fato, não ser possível ouvir as musicas que pairavam na mente atormentada.

Lá estava ela, tão perto e tão longe. Deitada. E eu com tanto ouro derretido pela garganta, sentindo as cordas contraírem, desafinarem, quererem gritar, sem, no entanto, poder. Um quarto azul iluminado pela noite e pelo relativo silêncio.

A nota musical era a mesma a cada intervalo, o osciloscópio era o único aparato que demonstrava haver algum tipo de atividade por dentro de onde outrora viveu. A cama, desconfortável, alguns cobertores, paredes lisas e cores imperceptíveis. A luz apagada, a seringa injetando misericórdia em suas artérias.

Agora eu poderia dizer qualquer coisa, qualquer pesar, agora nos últimos segundos eu poderia dizer palavras que dia após dia controlei. Por motivo algum. Enquanto havia ar nos pulmões deixei de agradecer tanto tempo que esperou, tanto tempo que suportou, tanto tempo que sangrou. E agora era só eu e ela. A cada segundo que passava já nem isso podia dar certeza. No próximo segundo poderia ser só eu.

Uma poltrona e um livro qualquer. Trocaria de lugar. As memórias ressoavam em minha mente, eu me sentia cada vez mais culpado por ter sido mudo. Tantos conceitos e fiquei cego. Tantos gritos e fiquei surdo.

O único quadro remanescente na parede, e ela nem sabia disso, era um que mostrava uma concepção artística de Júpiter. O maior dos planetas do sistema, o que possibilitou cálculos da velocidade da luz, o que salvou vidas tantas vezes. Ela nem sabia da existência desse quadro, mas fiz questão de colocá-lo lá, bem próximo ao osciloscópio. E este apitava, apitava…

Se ela pudesse ouvir a música, e sons cósmicos tantos esses, que voasse para onde quisesse, e percebesse o quanto esteve presa perto de minhas palavras silenciosas. Agora talvez pudesse entender o porquê de alguns atos, e sentir então como tudo o que pensara durante toda a caminhada era real. Vera dentro de Carlson, e talvez os templos e os pilares realmente existissem. Algo em mim clamava pela abertura do túnel e que fosse ela levada por este.

Tamanho o pesar, não conseguia colocar lágrimas para fora. Até estas se recusavam a aparecer para mim, era o ácido que corria perto dos meus olhos, enquanto eu via a realidade que habitava o sul dos piores pesadelos. Nalgumas tardes pensei em dor suprema, mas nada comparado a isso. A areia escorria pelas mãos assim como escorrera pelas mãos do imperador.

O hospital, viajantes, é tétrico.

A Narrativa [Segundo Ato]

Estant assis de nuit secret estude,
Seul repousé sur la selle d’aerain,
Flambe exigue sortant de solitude,
Fait prosperer qui n’est à croire vain.

-

Sobre Michel de Notredame:

O dia foi gelado, com temperaturas abaixo de zero. Um grande monumento ao final de uma larga estrada aqui por perto. Pontiagudo, apontando as estrelas. Como se houvessem aviões invisíveis planando pelos céus enquanto as formigas passeiam pelas teclas do meu teclado, no qual estou escrevendo agora.

Além das expectativas do tempo, aqui está a segunda parte do manuscrito que achei perto do hospital.

II – Aerasable | A-COC Erodes


“E=m.c²”, disse Albert. Ou escreveu, tanto faz. Energia igual massa vezes a velocidade da luz ao quadrado. Um número bem grande. De bombas atômicas até raios-X. Tudo muito bonito e explosivo e radioativo. Mas e o contrário? E o sentido anti-horário? Minha mente nova, inocente, desprovida de conhecimentos maiores em qualquer área do saber, inexperiente, insiste em martelar na minha imaginação: acelerando algo que tem massa, consegue-se energia. E desacelerando a energia? Têm-se massa?
Por exemplo: A luz. Tudo o que vemos. Gloriosa luz.Tudo o que vemos, a menos que você seja um cego mascando chiclete (como já disse a profetisa). E se, num futuro distante, ou não, fôssemos capazes de desacelerar a luz? Transformaria-se a luz num bloco de pedra de material desconhecido? E se tentássemos desacelerar em diferentes condições e velocidades, impactos diversos?
Desacelerando em diferentes aspectos, diferentes realidades… diferentes resultados? Seria na verdade um choque tão grande saber que tudo o que vemos, tocamos, cheiramos e comemos na verdade são desacelerações diferentes da luz, que rapidamente seríamos jogados em um manicômio qualquer, loucos pela nossa própria imaginação.
De qualquer forma, não creio que eu tenha alguma aptidão para desafiar assim tantos muros que nossa civilização construiu tão sabiamente. Não tenho fórmulas. Não tenho argumentos. O que tenho nesse momento é uma lapiseira, uma folha de papel, um ventilador, meu quarto, frustração interior e algum tipo de inspiração bizarra.
Existe um outro ponto. A cada instante ocorrem inúmeros impulsos elétricos nos nossos neurônios, transmitindo variados tipos de ordens para um funcionamento harmonioso e grato do corpo humano. Ondas elétricas não são pedaços de pedra.

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E chove pedras pela tempestade.

De qualquer forma, a TV não-sintonizada ainda passa suas mensagens; Michel N. com seus carros, suas naves, seus instrumentos e todas as suas cores. Preto, vermelho, amarelo, preto. E as nuances também. Não só de cores, como de tempo. E compasso.

Um novo começou, pelo que me diz a TV e seus chuviscos perturbadores. O silêncio era barulhento. Quantos chapéus.

Acho que eu vi um balde.

Grato!

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Amanhã, eu não estarei mais aqui, disseram suas ultimas palavras para Jean de Chavigny.

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